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Como empresas aproveitam a tecnologia para redefinir a relação das pessoas com seu desenvolvimento e seu trabalho

Por Marisa Nannini*

É essencial responder mais rápido às oportunidades tecnológicas emergentes para ativar mudanças e acelerar resultados práticos no desenvolvimento de profissionais.

Em menos de uma década, vimos a tecnologia promover transformações consideráveis na Educação Corporativa. Graças a novos recursos de Edtech e à realidade de uma força de trabalho cada vez mais formada por nativos digitais, as organizações têm potencial de impactar completamente a forma como desenvolvem seus colaboradores. Desenvolver pessoas hoje significa aprender a qualquer hora, de qualquer lugar; ter acesso a dados e informações com pouco ou sem esforço; conectar-se em rede a ambientes colaborativos e interativos; utilizar ferramentas online entre pares e também na aprendizagem autodirigida. Não é à toa que analistas projetam um crescimento mundial em torno de 8% ao ano para o setor de novas tecnologias voltadas à Educação Corporativa, com previsão de alcançar investimentos da ordem de 50 bilhões de dólares em 2016. Esse contexto cada vez mais dinâmico não espera as inovações se acomodarem para surgirem outras. Por isso, é essencial responder mais rápido às oportunidades tecnológicas emergentes para ativar mudanças e acelerar resultados práticos no desenvolvimento de profissionais. O desafio da maioria das empresas continua sendo entender a tecnologia como um facilitador que pode ajudar os indivíduos a progredir usando formatos digitais nunca imaginados para Educação Corporativa.

As novas tecnologias avançam tão rapidamente que colocar a automação digital a serviço da Educação Corporativa precisa ser uma realidade.

Aqui e agora

O fato é que novos mecanismos e sistemas da automação (mobile, sensores inteligentes, elementos virtuais, Realidade Aumentada) são cada vez mais adotados na Educação Corporativa para reduzir custos de treinamento, alcançar padrões consistentes de qualidade na formação e desenvolver novas habilidades em menor tempo, com conteúdos relevantes que apoiam os objetivos organizacionais e o trabalho diário. Na verdade, as novas tecnologias avançam tão rapidamente que colocar a automação digital a serviço da Educação Corporativa precisa ser uma realidade. Não se trata de uma visão que vamos experimentar em um futuro distante. Já faz parte do dia a dia. Destaca-se quem acompanha. As soluções automatizadas de hoje demonstram que o processo de assimilação do aprendizado pode ser otimizado, contribuindo para o engajamento das pessoas na hora de aprender novos conteúdos. Josh Bersin, da Bersin by Deloitte, ressalta que “a nova medida do sucesso de uma solução tecnológica de RH é a utilização fluente e o engajamento com seu sistema”. Com os novos recursos digitais, o processo de aprender tende a ser cada vez mais orgânico, com efeito imediato. A ideia é colocar o foco nas pessoas, cercadas por sistemas móveis, sensoriais e inteligentes que facilitem a aprendizagem com aplicação prática no trabalho.   BOOK3 À frente do jogo

Para manter a competitividade nesse cenário em transformação, as organizações deverão ser mais rápidas em adotar novos produtos digitais para orquestrar soluções de Educação Corporativa relevantes ao usuário. Isso requer uma disposição a favor da tecnologia para substituir ferramentas e formas existentes de implementar a experiência de aprendizagem. O segredo está em acompanhar a velocidade do contexto (mudanças geracionais, voz ativa do colaborador, abordagem mais imediata, etc.). Afinal, há uma correlação entre a adoção precoce de novas tecnologias e melhores resultados de negócios. Quem aderir às inovações do momento vai estar à frente do jogo, com uma equipe de profissionais mais bem preparada e de alto nível. Então, aproveite quanto antes as possibilidades que recursos digitais trazem em si — capacidade de solucionar desafios de orçamento, de eficácia do treinamento e de engajamento dos colaboradores no aprendizado — e concentre-se na forma como sua empresa aproveita a tecnologia para redefinir de forma positiva a relação das pessoas com seu desenvolvimento e seu trabalho.

ação2 Ação: Considere novos recursos tecnológicos para construir uma abordagem inovadora de aprendizagem em sua organização, revisando seus sistemas de gestão de pessoas e planos de capacitação.

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Reflexão: De que forma soluções digitais podem ser incorporadas à sua estratégia de Educação Corporativa para estimular as pessoas a se engajar ainda mais com o conteúdo de formas diferenciadas? Pense nas novas tecnologias como oportunidades.

CVMARISA4Marisa Nannini, diretora de negócios da Ciatech, vertical para o mercado corporativo do UOL Educação. Possui mais de 25 anos de experiência executiva no desenvolvimento e expansão de unidades de negócio, posicionamento de marca e produtos e do capital humano. Sua atuação em grandes empresas multinacionais, nacionais e consultorias é voltada a planejamento estratégico, tecnologia, sucessão e desenvolvimento organizacional.


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Por Marisa Nannini

Mesmo com a crescente mobilidade e as inovações tecnológicas de hoje atingindo em cheio nossas vidas, a Educação Corporativa continua modelada de um jeito que não traduz a fluidez da linguagem digital já presente em nosso dia a dia. Ou, como diz o cientista Jared Diamond, “grande parte do ‘ontem’ ainda está conosco”.

De fato, a tecnologia parece avançar mais rápido do que nossa capacidade de assimilar suas mudanças.

Por um lado, as formas tradicionais de treinamento perderam aderência em um ritmo acelerado, levando colaboradores a considerar a experiência de aprender “desinteressante” e “chata” — especialmente quando as novas tecnologias servem apenas para embalar velhas metodologias. Por outro, nunca a necessidade de acessar conteúdos de forma fluente e imediata foi tão intensa como hoje.

Ainda assim, na Educação Corporativa, a adaptação a essa rápida evolução tecnológica tem provocado um gap entre o que se oferece nas organizações e o que os profissionais precisam. Ou seja, ainda não conseguimos aproveitar todas as oportunidades que o mundo digital pode proporcionar em termos de capacitação (ver Gráfico 1).

 

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Elemento natural

Na vida, já vemos o digital como um elemento natural, óbvio. Nossos objetos estão cada vez mais impregnados de métodos e técnicas da automação digital, de tal forma que seus mecanismos já se tornaram intuitivos, quase imperceptíveis. Nem racionalizamos mais sobre isso. Então, por que na Educação Corporativa continuamos a segmentar, dividir, compartimentar as questões da esfera digital?

Na maior parte das empresas ainda se espera que o colaborador racionalize “agora vou fazer treinamento digital” ou “agora vou participar do presencial”. E quando se desenha uma arquitetura de aprendizagem online, parece que todas as questões se limitam a adotar o mobile. Na verdade, incorporar o mobile é ponto pacífico. Não cabe mais a discussão se é necessário — já é imprescindível. Como não adotar? Não podemos mais abrir mão do uso de tecnologia.

Mas a estratégia de Educação Corporativa Online não se restringe ao “uso pelo uso” da tecnologia. Mesmo porque cada vez mais as novidades ficam obsoletas na velocidade da luz. Então, em vez de reduzir tudo ao mobile é necessário uma reflexão maior, que amplie a forma de pensar o uso da tecnologia, colocando-a a serviço da Educação Corporativa.

Vale começar se questionando, por exemplo: De que forma a tecnologia pode afetar o processo geral de aprendizagem na minha organização? Até que ponto as soluções digitais são oportunas ao meu objetivo estratégico, meu público, meu contexto? Como promover uma integração adequada dos novos recursos online às necessidades profissionais dos indivíduos?
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Personalização

Um ponto indispensável para reinventar a abordagem online é colocar o usuário da tecnologia, o profissional-aprendiz, no centro de tudo. A formação de qualidade agora requer personalização. O papel de T&D deve ser o de facilitador, envolvendo os usuários a partir de seus interesses, agrupando informações relevantes para suas carreiras, de acordo com estilos, preferências, necessidades, comportamentos e motivações de cada grupo de colaboradores.

Aliás, focar nas necessidades de carreira dos indivíduos é condição sine qua non. Você pode arquitetar a solução de Edtech que quiser, se ela não responder ao que as pessoas buscam, não vai adiantar nada. Afinal, quem busca o acesso é o indivíduo, então ele é peça fundamental para a construção de arquiteturas de aprendizagem aderentes.

Devemos aproveitar a esfera digital para criar nos colaboradores uma disposição mais espontânea, automática, intuitiva para aprender, estimulando a atuarem como protagonistas, como profissionais engajados, obtendo todos os benefícios possíveis, não só para o negócio, mas para eles também.

Os ambientes de aprendizagem hoje ainda não propiciam essa disposição — não surpreende que a satisfação com o nível de engajamento das pessoas com o treinamento permaneça tão baixa (ver Gráfico 2). No momento em que conseguirmos olhar para a estratégia de Educação Corporativa pensando no uso de tecnologia da mesma forma como assimilamos isso na vida, talvez a questão da motivação para aprender deixe de ser tão debatida.

 

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Nova era

O fato é que a Educação será cada vez mais influenciada pela tecnologia digital. Novas ferramentas mais sofisticadas (e acessíveis!) de Edtech vão continuar sendo criadas. A tendência é que se tornem cada vez mais integradas, como uma parte invisível e onipresente de um sistema global, ajudando as organizações a aperfeiçoar a experiência de aprendizagem de suas equipes mais rápido e com melhor custo—benefício.

Portanto, é hora de mudar a forma como se considera o digital no âmbito da capacitação. Mais do que nunca, cabe aos profissionais de T&D e DHO alavancar o potencial da expansão digital. Quem não entender isso desde já corre o risco de ficar preso a um modelo ultrapassado, criado para um contexto que não existe mais.

Em 2016, muitas oportunidades para responder a novos desafios e maximizar resultados de desenvolvimento de talentos vão estar vinculadas à esfera digital. Então, aproprie-se dessa ideia de forma abrangente em seus projetos de Edtech. Nossa recomendação é simples: faça de 2016 o princípio de uma nova era na estratégia de Educação Corporativa da sua empresa. Mais moderna, atualizada e eficiente.
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Ação: Repense sua estratégia de Educação Corporativa e redesenhe como será a experiência de aprendizagem na sua organização em 2016. Amplie sua visão do digital para criar um ambiente de fato vivo e dinâmico, que estimule as pessoas a incorporar a capacitação de forma mais natural, menos racionalizada, assim como já fazem com seus dispositivos mobile, redes sociais, etc.

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Reflexão: O que a tecnologia permite ser feito que antes não era possível? Como maximizar os resultados de Educação Corporativa com o uso da tecnologia?

 

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Marisa Nannini, diretora de negócios da Ciatech, vertical para o mercado corporativo do UOL Educação. Possui mais de 25 anos de experiência executiva no desenvolvimento e expansão de unidades de negócio, posicionamento de marca e produtos e do capital humano. Sua atuação em grandes empresas multinacionais, nacionais e consultorias é voltada a planejamento estratégico, tecnologia, sucessão e desenvolvimento organizacional.


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A partir deste mês de dezembro, nosso Head da área de Desenvolvimento de Clientes da Ciatech, Rodrigo de Godoy, passa a assinar um dos blogs de Educação do Brasil Post, a versão brasileira do Huffington Post, maior jornal do mundo associado à Editora Abril.

Nele, Godoy irá abordar temas atuais sobre educação, o papel da tecnologia na sociedade e seu impacto em experiências de aprendizagem, tendências e outros assuntos relevantes.

Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e bacharel em História pela USP, Godoy trabalha há mais de 15 anos com educação. Em sua trajetória, acompanhou o boom da internet e focou sua carreira na educação a distância. Foi designer instrucional para soluções de aprendizagem e coordenador de Planejamento Educacional, antes de assumir a posição atual na Ciatech.

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Por Rosane Vidmar

 

O mercado de trabalho tem exigido cada vez mais dos profissionais, que estão em busca de destaque nas organizações em que atuam. Um dos fatores decisivos é o conhecimento avançado do idioma inglês. Há algum tempo, o inglês deixou de ser um diferencial para o candidato e passou a ser requisito para as corporações no momento da contratação. Além disso, outros idiomas ganham espaço no mundo corporativo e são fundamentais para qualquer pessoa que almeja sucesso em sua área de atuação.

Dominar idiomas significa crescimento, desenvolvimento e, acima de tudo, melhores condições de acompanhar as rápidas mudanças que acontecem nesse novo e tecnológico século. Independente da área de atuação, os profissionais precisam estar em constante busca pela ampliação de seus conhecimentos para, assim, serem profissionais globalizados. Hoje em dia, a fluência em outro idioma é tão importante quanto a formação acadêmica.

Atualmente, apenas 11% dos brasileiros conseguem se comunicar em inglês sem dificuldade, segundo apontou a pesquisa realizada pela Catho, empresa de recrutamento on-line. No entanto, a preocupação com a língua inglesa existe. Essa preocupação não parte apenas do empregador, mas dos empregados, que têm a certeza de que falar outro idioma amplia oportunidades no universo corporativo.

Os motivos para o interesse no idioma são, de fato, atraentes. A revista Business Week publicou que o salário de uma pessoa que sabe falar inglês aumenta em 35% em relação ao salário de quem não tem domínio do idioma. Outras publicações internacionais destacam a relevância do idioma. Segundo o The Economist, o inglês é usado, atualmente, como nenhum outro idioma foi usado antes. Mais ainda, o The Wall Street Journal destaca que o número de pessoas falando o mesmo idioma está aumentando e as pessoas mais jovens buscam uma língua padrão, pois ela é útil no mundo da informação e na sociedade global.

Está mais do que comprovado que o inglês transforma a vida de diversas pessoas, justamente por permitir melhores oportunidades no ambiente corporativo. Nessa linha, a Cengage Learning, em parceria com a Ciatech, desenvolve cursos de inglês voltados para as principais situações e desafios vividos no trabalho, como apresentações de projetos, participação em negociações, organização e condução de reuniões. Os conteúdos estão disponíveis conforme a necessidade de cada profissional, do nível básico ao avançado. Vale lembrar que o inglês não é apenas um dos idiomas mais falados no mundo, mas a língua mundial dos negócios.

 

Rosane Vidmar é Gerente de produtos da divisão English Learning Solution da Cengage Learning

A Cengage Learning é parceira exclusiva de conteúdo da Ciatech. Acredita na transformação do indivíduo e da sociedade, produzindo conhecimento com base nos princípios: cuidado com o planeta, qualidade acadêmica, globalização e experiência individual de aprendizado. Clique aqui para conhecer melhor este parceiro SapiênCia e seus títulos disponíveis.


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Por Rodrigo de Godoy

Quando somos agentes na estruturação de um importante projeto é bastante corrente termos a percepção desde seu início que o sucesso da empreitada está diretamente relacionado a um planejamento sólido e integrado. Em projetos de educação corporativa isso não é exceção.

Pensando especificamente no viés on-line, cada vez mais presente em empresas dos mais diversos segmentos e tamanhos, ficou claro no evento CiaClass dessa semana que a pergunta deixou de ser “preciso ter um projeto de e-learning” para “como fazer um projeto de e-learning”.

Desde o marco-zero esses projetos precisam estar embasados em uma metodologia que consiga desenhá-los cruzando os objetivos de aprendizagem com os objetivos de negócio da empresa. Não menos importante é considerar sempre as características do seu público-alvo, do contexto de negócio em que o projeto está inserido e da melhor forma de abordar os conteúdos a serem apresentados, que devem sempre ser um “mix” que proporcione a experiência de aprendizagem mais adequada e efetiva.

Alguns pontos são essenciais nessa caminhada – foco não só nas iniciativas educacionais para o negócio mas também no autodesenvolvimento dos colaboradores, trilhas multimídia, estimular o protagonismo do aluno, possuir uma plataforma ao mesmo tempo robusta e fácil de usar.

Considerando esses pontos e tendo a participação ativa da alta gestão, um acompanhamento constante da evolução do projeto e garantindo que o ambiente de aprendizagem on-line seja constantemente renovado, qualquer projeto de educação corporativa mediado por tecnologia, grande ou pequeno, já começa do jeito certo e ser bem sucedido será uma consequência natural e perene.

 

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Rodrigo de Godoy

Gerente de Desenvolvimento de Clientes


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